
70's
Zulmiro de Carvalho, José de Guimarães, Ângelo de Sousa
O trabalho de José de Guimarães propõe um cruzamento com a arte das civilizações africanas, chinesas e mesoamericanas, numa procura interminável de relações não-verbais, o que também se reflecte na prática como coleccionador, à qual tem dedicado a sua atenção há várias décadas.
Uma estadia em Angola, durante as décadas de sessenta e setenta, viria a tornar-se um vector determinante na definição do seu vocabulário artístico, impulsionado por um esforço em criar uma osmose entre duas formas de expressão visual, a europeia e a africana. No entanto, se a primeira década da produção artística foi baseada em África, os seus mais de quarenta anos de trabalho revelam séries inteiramente focadas nas culturas chinesa e japonesa, na arte de Rubens, na literatura de Camões e na concepção mexicana de morte. Nos últimos anos, o seu percurso tem reflectido uma tendência cosmopolita de formas e de figuras.
A sua expressão visual tem privilegiado a luz de néons e LEDs, especialmente nas caixas de madeira, que propõem um exterior austero em contraste com o cenário do espaço interior. Este é preparado com os traços luminosos dos néons e LED’s, e com pintura, colagens e objectos desviados do sentido conferido pela sua função tradicional.
Tendo realizado um vasto número de exposições em vários países, foi também sujeito de diversas exposições antológicas e retrospectivas em Portugal, Espanha, Bélgica, Alemanha, Suíça, Itália, Brasil, Angola, China e Japão.

Zulmiro de Carvalho, José de Guimarães, Ângelo de Sousa

José de Guimarães
José de Guimarães, Paulo Nozolino, João Queiroz, Ângelo de Sousa, Pedro Tropa
José de Guimarães
José de Guimarães, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa
Álvaro Lapa, José de Guimarães, Fernando Lanhas, Viladecans, Ângelo de Sousa, Antoni Tàpies, entre outros
José de Guimarães
Júlio Pomar, Nadir Afonso, Paula Rego, José de Guimarães, Ângelo de Sousa, entre outros
Júlio Pomar, Paula Rego, José de Guimarães


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