
The long-lasting intimacy of strangers
Candice Lin
A expôr desde 2001, Candice Lin trabalha com uma multiplicidade de meios, como o desenho, o vídeo, a escultura, a performance e a instalação. A prática da artista é um permanente questionamento sobre problemas raciais e de género, e sobre a forma como as estruturas de poder, sobretudo o colonialismo e o imperialismo, estão implicadas na construção de identidades. A percorrer os seus trabalhos está sempre a ideia de que a construção da identidade com base na diferença, seja ela nacional, racial, religiosa ou de género, é um tipo de magia cultural que nega a subjectividade.
Lin constrói os seus projetos a partir de um extenso arquivo do qual fazem parte textos e imagens, provenientes quase sempre de um passado reprimido: documentos de registos militares, registos de plantações de escravos, diários, estudos de caso de instituições psiquiátricas, pinturas e gravuras do Novo Mundo, as chamadas “pinturas de castas” surgidas no México do século dezoito, fotografias etnográficas das Feiras Mundiais, entre muitos outros. O que a artista procura são gestos ou expressões marginais, aquilo que está no fundo da imagem, o que é lido nas entrelinhas, o não dito, o que foi silenciado.











