
Coletiva
Artur Barrio, Willem Weismann, Hugo Canoilas
O trabalho de Artur Barrio questiona as fronteiras entre espaço público e espaço de intimidade, entre interior e exterior, entre íntimo e colectivo, numa abordagem do corpo enquanto local de inscrição e acção política. Na obra de Barrio, o corpo é objecto, com uma materialidade dotada de significado, e também autor ou agente, dotado de performatividade. Entre 1978 e 1979, a apresentação do seu Livro de Carne, em Paris, constitui um marco no seu percurso artístico.
As suas obras apresentam-se como Situações ou Experiências marcadas pela efemeridade e pela rejeição dos formatos convencionais de produção e exposição de objectos artísticos. Contra a efemeridade da obra enquanto momento singular e irrepetível, o seu registo através de apontamentos escritos, fotográficos ou em vídeo, ganha autonomia e povoa a sua obra.
Autor de uma vasta produção artística, em diálogo com diferentes enquadramentos históricos, sociais e políticos, Barrio assina uma obra marcada pelos períodos de ditadura, em Portugal e no Brasil, pelo período pós-25 de Abril, e pela constante partilha de dois países e culturas. Vencedor do Prémio Velásquez Artes Plásticas em 2011 e do Grande Prémio EDP Arte em 2017, Artur Barrio foi o artista escolhido para representar o Brasil na 54ª Bienal de Veneza, em 2011.