
formas e forças
Susana Mendes Silva, António Bolota, Zulmiro de Carvalho, Alexandre Estrela, Fernando Lanhas, Candice Lin, João Queiroz, Isabel Ribeiro, Arlindo Silva, Ângelo de Sousa, Sérgio Taborda, Pedro Tropa, Willem Weismann, Christine Fowler
Alexandre Estrela começou a expor no início da década de 90, fazendo parte de uma geração que se distinguiu na organização e promoção de exposições e eventos colectivos. Em anos recentes, várias das suas exposições foram referidas pela imprensa como relevantes, como é o caso de Stargate, organizada pelo Museu do Chiado, Lisboa (2006), ou Putting Fear in its Place, no espaço Chiado 8, Lisboa (2008) ou ainda Viagem ao Meio, na galeria ZDB, Lisboa (2010).
O filme e o vídeo são os meios centrais da prática de Estrela, que a define como uma abordagem de “questões formais e conceptuais resultantes da intersecção de imagens com matéria”. Com um amplo conhecimento técnico e histórico dos suportes que emprega, Estrela cria sistemas complexos tirando partido das características dos dispositivos, desde a câmara, ao projector de vídeo e ao écran, à recepção perceptiva das imagens. Os efeitos visuais, as associações de som e de imagem, a criação de sinopses e de títulos que ora concordam ora discordam com a imagem, e a transformação da arquitectura do espaço, são estratégias a que o artista habitualmente recorre para desconstruir os modos habituais de percepção e de conhecimento dos objectos e do espaço.
Criar equívocos, induzir em erro, suscitar a decodificação, exigir decisões, são processos provocados pelo próprio artista, a quem interessa a coexistência de diversas camadas de sentido e níveis de percepção, na tentativa de activar no espectador uma consciência crítica. Neste momento, encontra-se a fazer um doutoramento sobre "o concretismo da imagem em movimento", investigação que terá a sua apresentação final numa exposição na Fundação Serralves, em 2013.