
Artistas na Art Brussels
Rigo 23, Kevin van Braak, Hugo Canoilas, Heinz Peter Knes, Paulo Nozolino, Mika Tajima, Francisco Tropa, Willem Weismann
A atenção de Kevin van Braak tem sido centrada em questões relacionadas com as ideologias dominantes. Um dos processos próprios ao artista é partir de imagens representativas de determinada ideologia e reproduzir, recuperar ou transformar essas imagens. A escultura, a instalação e o vídeo são os principais meios utilizados.
Pelo papel que desempenha na perpetuação ou no apagamento da história, a arquitectura é uma fonte recorrente. Um dos seus trabalhos de referência foi a construção de uma fachada baseada na arquitectura modernista do período fascista, para a 14ª Bienal de Carrara, uma metáfora do vazio ideológico e da decadência do regime político da altura em que esta peça foi apresentada.
Scala é também uma obra significativa no seu percurso. O artista construiu uma réplica em madeira de uma escadaria em espiral, uma parte marcante de um edifício do período fascista, desenhado pelo arquitecto italiano Ettore Sottsass senior, que esteve para ser totalmente demolido.
Na sua mais recente exposição na Quadrado Azul, Kevin van Braak depositou no chão da galeria um conjunto de pedaços de barro queimado. Cacos resultou de um processo que se iniciou com a produção de dezasseis cabeças representativas de figuras intimamente ligadas à administração económica, política e militar do planeta.
Recentemente, reproduziu a secretária de Franco, dando continuidade a History is made of different shades of grey, um projecto que tem vindo a desenvolver de reprodução das mesas de escritório de controversos líderes mundiais e que inclui as mesas de Mussolini, Hitler, Estaline, Mao e Nixon.