
Esculturas
António Bolota
António Bolota começou a expôr em meados dos anos 90, trazendo para o universo artístico saberes oriundos da engenharia, área onde radica a sua formação. Um conjunto de conhecimentos técnicos são convocados na criação de esculturas que se confrontam com o espaço para onde são construídos ou que se fundem com a própria arquitectura.
Os trabalhos de Bolota respondem sempre à especificidade de cada local, relacionam-se com a arquitectura e são resultado de uma operação de manobra das forças que actuam nos corpos, como a gravidade, o peso, a atracção, a tensão ou o equilíbrio. A escala das obras, a relação com a arquitectura, a relação com o chão, a relação com o corpo do espectador, o rigor do desenho e do acabamento e o recurso a materiais constituem uma gramática que remete para as experiências levadas a cabo no final dos anos 60, inseridas na tradição da escultura moderna.
Foi um dos artistas seleccionados para o Prémio EDP Novos Artistas, em 2009, tendo realizado para a exposição uma cunha em aço, gesso e óxido de ferro, numa escala monumental, que foi suspensa a 1 milímetro do chão. Outra intervenção marcante foi a primeira exposição na Quadrado Azul, para a qual construiu, sustentado numa viga de ferro a 40 centímetros do chão, um muro que obrigava o espectador a confrontar-se com o seu peso se quisesse atravessar o espaço da galeria.

António Bolota

Susana Mendes Silva, António Bolota, Zulmiro de Carvalho, Alexandre Estrela, Fernando Lanhas, Candice Lin, João Queiroz, Isabel Ribeiro, Arlindo Silva, Ângelo de Sousa, Sérgio Taborda, Pedro Tropa, Willem Weismann, Christine Fowler
António Bolota, Paulo Nozolino, Isabel Garrett, João Queiroz, Ângelo de Sousa, Francisco Tropa, Pedro Tropa

António Bolota

António Bolota

